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Informações Geográficas Voluntárias: Recomendações e Requisitos para Sistemas de IGV



A. Definição do evento a ser mapeado, do público e do tipo de plataforma

 1. Qual o tipo de evento a ser mapeado? Este evento é adequado para uma plataforma de IGV?

Definir qual o evento cujos dados serão monitorados e visualizados.  Verificar se o evento é adequado para utilização de IGV, ou seja: os dados podem ser capturados por dispositivos de pessoas comuns, os dados podem ser trabalhados de forma heterogênea e o uso de dados voluntários é mais rápido e adequado do que a utilização de técnicas clássicas de aquisição de dados. Deve-se considerar que se há disponibilidade de dados oficiais atualizados e com custo adequado de aquisição, pode ser mais conveniente obter estes dados do que obter dados voluntários. Isto significa que deve ser analisada a relação custo-benefício da utilização de dados IGV.

2. Qual o público que necessita dos dados geográficos em questão? Qual o tipo de plataforma apropriada para seu uso?

Definir, neste caso, qual o tipo de público para os quais a utilização e visualização dos dados geográficos são necessários. Considerando estes dados, deve-se verificar qual a plataforma de dados geográficos mais apropriada para uso por este público (se SIG, geovisualização ou de outro tipo).

3. Há uma plataforma de terceiros que poderá ser utilizada para atender à necessidade em questão? Se não, qual a estrutura disponível para criação da plataforma em questão?

Deve-se avaliar se o uso em questão demanda todo o desenvolvimento (de hardware e software) ou se é possível a utilização de aplicações de terceiros. Caso seja necessário desenvolver a plataforma de IGV em questão, deve-se avaliar os recursos disponíveis para sua criação e manutenção: o hardware disponível, as necessidades de aquisição ou desenvolvimento de software específico, assim como os custos humanos, financeiros e tecnológicos.

B. Ao se optar pelo desenvolvimento de uma plataforma de IGV

 1. Quais os padrões a serem utilizados pela plataforma?

Definir se a plataforma seguirá algum formato padronizado para os dados e as operações de envio, armazenamento e cópia dos dados. Deve-se considerar que a utilização de um padrão permite o desenvolvimento de componentes de integração com outras tecnologias sem a necessidade de posterior customização.

2. Qual a licença dos dados a serem utilizados pela aplicação?

Definir qual a licença de uso dos dados. As licenças podem ser desde direitos reservados até licenças livres (tais como as licenças abertas ou de domínio público). O que se deve considerar nesta questão é definir os direitos específicos de uso, cópia de dados e geração de novos aplicativos a partir destes dados. Por motivos éticos, considera-se que a licença deve ser aberta o suficiente para que voluntários possam usufruir dos mesmos dados com que colaborou para a plataforma.

3. Qual a disponibilidade de acesso ao conjunto de dados?

Definir se os usuários poderão acessar todo o conjunto de dados ou deve haver restrição sobre a quantidade de dados que poderão ser obtidos. Em geral, para plataformas com baixa quantidade de dados, permite-se o acesso completo ao conjunto de dados, enquanto em plataformas maiores há uma limitação da quantidade de dados que podem ser copiados com o sentido de não prejudicar as operações simultâneas de outros usuários.

4. Quais as tecnologias de acesso de voluntários à plataforma de IGV?

Definir os tipos de hardware e software que podem ser usados pelos voluntários para colaborar com a plataforma de IGV, i.e., quais os tipos de equipamentos recomendados e quais os aplicativos que deverão ser desenvolvidos e utilizados pelos voluntários para acessar a plataforma. Enquanto algumas plataformas permitem o acesso direto via página Web, outras desenvolvem APIs que podem ser integradas a aplicações permitindo automatizar o processo de colaboração.

5. Qual a política de moderação de envio e atualização de dados?

Definir se a atualização da base de dados por parte de um voluntário é automática ou se há restrições sobre a atualização. As restrições podem ser automáticas (e.g. geográficas, temporais) ou definidas por um grupo de moderadores ou usuários.

6. Qual a política de segurança da plataforma de IGV?

Definir os recursos necessários para garantir a confiabilidade, integridade e disponibilidade da plataforma de IGV. Isto significa corrigir possíveis erros de funcionamento, monitorar e eliminar possíveis falhas de segurança do sistema, realizar cópias periódicas das bases de dados e garantir que seus sistemas fundamentais sejam mantidos de forma adequada. A Norma ISO/IEC 27001 é adequada a responder estas questões.

7. Quais os procedimentos adotados em caso de falência da plataforma em questão?

Definir os procedimentos em caso de falência da plataforma de IGV, i.e., para qualquer situação que determine que o sistema não pode ser mais mantido em operação. Eticamente a recomendação é que, ao menos, todo o conjunto de dados seja disponibilizado para cópia pública. 

C. Definição de usuários e tipos de colaboração

 1. Qual o perfil dos possíveis voluntários do projeto de IGV? Há possíveis restrições aos voluntários existentes?

Definir os tipos de voluntários que podem colaborar ao sistema. Determinar se os voluntários podem ser captados do público geral ou se há limitações sobre quais tipos de voluntários podem colaborar.

 2. Qual o método de divulgação aos usuários?

Definir quais os meios de divulgação da plataforma de IGV aos possíveis voluntários. Enquanto alguns tipos de plataformas não necessitam de maiores divulgações (isto é, esperam pelos possíveis usuários), para a monitoração de alguns tipos de eventos (e.g. relacionados a avisos de emergência), a divulgação deveria ser realizada em todas as mídias possíveis para obter uma eficiência adequada.

3. Quais serão os perfis de acesso disponíveis?

Definir os níveis de acesso (tipos de operações que podem ser realizadas nos dados) dos principais tipos usuários (incluindo voluntários).

4. Qual o tipo de aprendizado necessário ao voluntário para utilizar a plataforma de IGV?

Definir o aprendizado necessário para que os usuários utilizem a plataforma de IGV e, especialmente, como os voluntários realizarão a sua colaboração. Deve-se considerar que quanto maior o público-alvo, maiores as chances de se obter voluntários de diferentes idades, gêneros, nível social, educacional e tecnológico. Isto significa que estratégias para facilitar o uso da plataforma deverão ser adotadas.

5. Quais dados serão obtidos do usuário? Os dados estão explícitos em uma documentação ao usuário?

Definir quais os principais tipos de dados que o usuário poderá colaborar na plataforma. Eticamente é correto explicitar os dados que serão obtidos e como estes serão utilizados.

6. Como é organizada a comunidade dos usuários? Quais as ferramentas de auxílio existentes?

Definir como a comunidade dos usuários será organizada, i.e., como os voluntários se relacionam entre si e estabelecem possíveis relações de poder. Enquanto algumas plataformas permitem apenas a manipulação de dados, outras plataformas adotam ferramentas como páginas de discussão, chats, etc.

7. Qual a regra de moderação de ações não convenientes por parte de um voluntário?

Definir o que acontece quando um voluntário realiza ações inconvenientes. Enquanto parte da moderação pode ser realizada de forma automática (como bloquear colaborações sem sentido ou propagandas), outras moderações podem ser mais exigentes. A estratégia de algumas plataformas tem sido a de definir moderadores contratados ou da própria comunidade para moderar ações inconvenientes.


Vantagens e desvantagens do uso de IGV | Índice



Para citar este artigo

REVISTABW. Informações Geográficas Voluntárias: Recomendações e Requisitos para Sistemas de IGV.Revista Brasileira de Web: Tecnologia. Disponível em http://www.revistabw.com.br/revistabw/requisitos-sistemas-de-igv/. Criado em: 04/08/2017. Última atualização: 04/08/2017. Visitado em: 16/09/2017


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